Ada-Foah e a sua irmã Big Ada são duas cidades numa. A primeira, no estuário do Volta, é piscatória e a segunda, na montanha, é semi industrial.
Ada-Foah está nas margens do Volta, próxima do sítio onde este se junta ao mar e portanto depois do Lago Volta. Vive da pesca e do turismo.
O Volta abre-se para formar um estuário, um outro lago onde para além de schistossomas abundam pequenos carangueijos metidos dentro de buzios.
O estuário está separado do mar por uma estreita língua de areia e contam cerca de 20 ilhas, todas elas habitadas. Ficamos a dormir em cabanas muito perto do fim do rio, entre o lago e o mar, rodeadas de palmeiras e coqueiros. A areia e branca e a comida e óptima e tudo isto constitui o Paraíso.
Chegar ao paraíso não é fácil. Requer uma hora dentro de uma canoa que mete água, e um escaldão nas costas quando se chega ao meio-dia.
No Paraíso não há água quente, nem chuveiros, nem casa de banho. No Paraíso o banho é dentro de um balde e a sanita é uma caixa com um buraco. Não é menos paraíso por isto.
No Paraíso trabalha o Winfred que começou smal-smal e ambiciona ter 25 cabanas em Ada-Foah e esta quase a abrir outro paraíso em Keta.
Neste paraíso o mar é bravo e a areia da praia repleta de carangueijos e lixo. O lixo da grande Accra, trazido pirmeiro pelas chuvas e depois pelas correntes e mares.
Digo que é o Paraíso porque tem tudo para o ser e eu imagino este sitio daqui a 10 anos. Imagino água canalizada e quente, imagino uma praia limpa e imagino voltar aqui para que as crianças do Winfred possam ensinar as minhas a trepar coqueiros.
Eu não posso trepar coqueiros, é preciso aprender de criança, e por isso apanhei um coco do chão...gentilmente o Winfred abriu-mo (bem tentei ser eu a abri-lo mas parece que a faca de mato e eu não nos entendemos) e estava vazio. Explicou-me então que os cocos que caem no chão não sao bons e ofereceu-me um dos que tinha para vender.
O Winfred usa um gorro cor-de-rosa, da cor dos seus sonhos. Do sonho de subir na vida, de estar lá bem alto antes dos 30. Desejo-lhe o melhor possível e em 10 anos volto para ver que tal.
A mãe do Winfred é de Ada-Foah o pai é de Keta. De Ada-Foahy a Keta vai-se de barco e de tro-tro. Desta vez o barco e a motor e demora meia-hora. No caminho (porque é sábado) vemos uma serie de funerais, porque os mortos aqui só se enterram no fim de semana em clima festivo.
Keta tem uma Lagoa, a maior lagoa natural do oeste africano. Nas suas margens planta-se arroz, o arroz que alimenta o pais. Keta tem um castelo (construido pelos Dinamarqueses) em ruinas. E o último castelo na costa do Ghana.
Ada-Foah está nas margens do Volta, próxima do sítio onde este se junta ao mar e portanto depois do Lago Volta. Vive da pesca e do turismo.
O Volta abre-se para formar um estuário, um outro lago onde para além de schistossomas abundam pequenos carangueijos metidos dentro de buzios.
O estuário está separado do mar por uma estreita língua de areia e contam cerca de 20 ilhas, todas elas habitadas. Ficamos a dormir em cabanas muito perto do fim do rio, entre o lago e o mar, rodeadas de palmeiras e coqueiros. A areia e branca e a comida e óptima e tudo isto constitui o Paraíso.
Chegar ao paraíso não é fácil. Requer uma hora dentro de uma canoa que mete água, e um escaldão nas costas quando se chega ao meio-dia.
No Paraíso não há água quente, nem chuveiros, nem casa de banho. No Paraíso o banho é dentro de um balde e a sanita é uma caixa com um buraco. Não é menos paraíso por isto.
No Paraíso trabalha o Winfred que começou smal-smal e ambiciona ter 25 cabanas em Ada-Foah e esta quase a abrir outro paraíso em Keta.
Neste paraíso o mar é bravo e a areia da praia repleta de carangueijos e lixo. O lixo da grande Accra, trazido pirmeiro pelas chuvas e depois pelas correntes e mares.
Digo que é o Paraíso porque tem tudo para o ser e eu imagino este sitio daqui a 10 anos. Imagino água canalizada e quente, imagino uma praia limpa e imagino voltar aqui para que as crianças do Winfred possam ensinar as minhas a trepar coqueiros.
Eu não posso trepar coqueiros, é preciso aprender de criança, e por isso apanhei um coco do chão...gentilmente o Winfred abriu-mo (bem tentei ser eu a abri-lo mas parece que a faca de mato e eu não nos entendemos) e estava vazio. Explicou-me então que os cocos que caem no chão não sao bons e ofereceu-me um dos que tinha para vender.
O Winfred usa um gorro cor-de-rosa, da cor dos seus sonhos. Do sonho de subir na vida, de estar lá bem alto antes dos 30. Desejo-lhe o melhor possível e em 10 anos volto para ver que tal.
A mãe do Winfred é de Ada-Foah o pai é de Keta. De Ada-Foahy a Keta vai-se de barco e de tro-tro. Desta vez o barco e a motor e demora meia-hora. No caminho (porque é sábado) vemos uma serie de funerais, porque os mortos aqui só se enterram no fim de semana em clima festivo.
Keta tem uma Lagoa, a maior lagoa natural do oeste africano. Nas suas margens planta-se arroz, o arroz que alimenta o pais. Keta tem um castelo (construido pelos Dinamarqueses) em ruinas. E o último castelo na costa do Ghana.